sexta-feira, 24 de julho de 2009

V.A. – A Confederação (Diapasão, 1978)



sacar

01. Dedicatória
02. Sete Rios de Multidão
03. Destruição
04. Pão Pr’a Toda a Gente
05. Estado de Sítio
06. Ai Meu Trigo Lindo
07. Ai de Mim
08. Povo Fardado
09. Hino da Confederação
10. Hino da Confederação (Vocal)
11. Operários e Camponeses
12. Cinema Mudo
13. Soldados de Abril
14. Valsa Talvez
15. A Luta Continua
17. Unidade Popular

Autoria:
José Mário Branco (01, 02, 04, 06, 11, 13, 14, 16)
Jorge Cortês e José Mário Branco (08, 15)
Sérgio Godinho e Fausto (09, 10)
Rui Reis (12)

Vozes:
José Mário Branco (02, 04, 06, 11, 13, 16)
Rui Vaz (02, 04, 11, 13, 16)
Jorge Dias (05)
Margarida Carpinteiro (07)
Jorge Cortês (08, 15)
Luisa Alcobia (10)

Músicos:
Luis Pedro Faro
Carlos Guerreiro
Rui Vaz
Zé Pedro
Artur Moreira
José Luis Simões
Rui Reis
Guilherme Inês

O género da distopia futurista tem, infelizmente, muito poucos representantes no cinema português, mas dizem que este filme – A Confederação – é um deles. Dizem também que o marxismo inflamado dos autores lhe dá um tom pedagógico que dificilmente se aguenta até aos créditos finais. De qualquer forma, segundo dizem (já se percebeu que não vi), trata de um Portugal em que o 25 de Abril foi seguido de um contra-golpe da reacção, resultando num regime totalitário em que o povo (incluindo a Margarida Carpinteiro) tenta dar a volta à coisa. E o Artur Semedo parece fazer de mau, o que só pode ser bom.
Quanto à banda sonora, o Fausto e o Sérgio Godinho aparecem na capa do disco mas afinal compõem apenas uma canção, e nem sequer a cantam. É o José Mário Branco que, na prática, se encarrega de musicar o filme e, para isso, vai buscar alguns amigos do G.A.C. e compõe uma canção que aqui surge em várias versões e que, mais tarde, vai dar origem a “Eu Vi Este Povo a Lutar”, no álbum Ser Solidário (um dos momentos altos do concerto na Culturgest, já agora).
Já se sabe que um dos males das bandas sonoras é aquele tema que “acompanha” o filme, e que depois, quando compramos o disco, não temos pachorra para aturar 20 vezes seguidas com arranjos ligeiramente diferentes. Mas aqui não. É que a malha é tão boa que não nos importamos de a ouvir com tambores, sem tambores, com tambores e pífaros, com pífaros e tambores, ou simplesmente à capella. São seis óptimas versões de “Eu Vi o Meu Povo a Lutar” (nenhuma ainda com esse título e todas com letras e arranjos diferentes), mais uma valsa engraçada também do ZMB, mais duas versões da tal cançoneta do Fausto e do Sérgio Godinho, mais uma improvisação ao piano, mais a Margarida Carpinteiro a cantar muito desafinada. Que outra coisa se pode pedir de uma banda sonora?

2 comentários:

Alf disse...

É mais ou menos assim num país onde ñexiste indústria d coisa nenhuma: dicográfica, cinematográfica... e ond tb ñexistem produtores musicais (nem doutras áreas, parece-m!...); ou seja, ond exist gent d grd mérito, pessoas geniais, cheias d boas intenções, mas ond o seu trabalho se vai desenvolvendo no meio duma trist palhaçada...

Tiago disse...

Ok, e eu queria comprar isto mas não encontro onde... :-(